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Exames

Videonasofibrolaringoscopia

Esse exame é de alta complexidade. Ele é utilizado para avaliar a fisiologia interna do nariz. Este exame permite uma análise detalhada da estrutura anatômica do nariz e permite detectar ou confirmar problemas ou doenças nesta região.

Objetivo do exame:
Avaliar as fossas nasais, o rinofaringe, o palato mole, a laringe e hipofaringe.
Como é feito:
O examinador introduz o nasofibrolaringoscópio flexível de 3,2 mm de diâmetro acoplado à câmara de vídeo pela fossa nasal. Filmam-se o interior das fossas nasais, a rinofaringe, o tecido adenoidiano, os orifícios faríngeos das tubas auditivas, os movimentos do palato mole durante a fonação, respiração, sopro e deglutição, os movimentos das pregas vocais e estruturas adjacentes enquanto o examinado emite o som da letra “É” e “I” e também fala encadeada.
Requisitos para fazer o exame:
Nenhum. O exame pode ser feito em qualquer idade, mesmo em recém nascidos.


Observações:É um exame indispensável na avaliação de pessoas com rouquidão que dure mais de 3 semanas e crianças pequenas e adultas com náusea excessiva. É útil na monitorização de tratamentos relativos à voz como a fonoterapia e a cirurgia da laringe quando a telescopia não e possível. Indicado para avaliar a obstrução nasal e o estridor respiratório em bebes e crianças.
 

Videolaringoscopia

Em geral realizado com anestesia tópica, este exame permite uma detalhada avaliação da estrutura anatômica da hipofaringe (parte inferior da garganta), laringe e em particular as pregas vocais.
A Videolaringoscopia é um exame muito importante para a investigação da região da hipofaringe, da laringe e das cordas vocais. É realizado por meio de uma fibra rígida de laringe acoplada a uma fonte de luz e uma micro-câmera e ligada a um aparelho de monitorização da imagem (monitor ou TV).

Trata-se de um procedimento de difícil realização dentro da faixa etária pediátrica; mas pode ser realizado em crianças colaborativas. Para minimizar o reflexo nauseante durante o exame, pode-se utilizar, antes do início, uma borrifada de spray de Xylocaína na região da orofaringe (garganta). Ainda assim, algumas pessoas apresentam intenso reflexo, tornando difícil e, algumas vezes, impossível a realização do exame.

Nesse tipo de paciente, a fibra rígida pode ser substituída pela fibra flexível da videonasofibroscopia. Além disso, o exame pode ser feito pelo nariz, chegando até a região da laringe. Inúmeras doenças - agudas e crônicas, de tratamento clínico ou cirúrgico - podem ser investigadas pela videolaringoscopia, que serve para investigação da doença e, ainda, para acompanhar a evolução do tratamento. Diagnóstico e acompanhamento de tratamento de lesões na região da laringe, provenientes de danos em outras regiões, como a doença do refluxo gastro-esofágico, são muitas vezes detectados através da videolaringoscopia. A rigor, esse exame pode ser solicitado sempre que houver dúvidas no diagnóstico e, também, quando houver problemas na região abaixo da orofaringe, onde o otorrinolaringologista não consegue visualizar, mesmo com uma boa oroscopia.
Antes da tecnologia chegar para auxiliar os médicos no diagnóstico e no tratamento dos pacientes, o exame dessa região era realizado pela visualização através de um espelhinho introduzido na faringe (garganta), com a iluminação proveniente de um espelho frontal. Certamente, hoje, mais detalhes podem ser verificados através da videolaringoscopia e, muitos diagnósticos que poderiam passar despercebidos, podem ser realizados.

 

Testes Alérgicos, Cutâneos e Inalantes

São importantes para auxiliar no diagnóstico da rinite alérgica e descobrir quais são as substâncias (alérgenos) que provocam a alergia. Sabendo-se quais são os desencadeadores do processo alérgico facilita muito o controle ambiental, fundamental para o tratamento adequado da rinite.

Os indivíduos alérgicos desenvolvem reações imunológicas voltadas contra determinadas substâncias. Qualquer substância que tem a capacidade de desencadear tal tipo de reação alérgica é chamada de alérgeno. Com o objetivo de determinar qual substância em especial está causando seus sintomas alérgicos, seu alergologista/imunologista poderá realizar exames seguros e eficazes, na pele ou em amostras de sangue, empregando pequeninas quantidades de extratos dos alérgenos mais comuns. Os testes alérgicos são desenvolvidos para fornecer informações o mais específicas possível, de forma que seu médico assistente poderá saber a qual substância você é alérgico, empregando o tratamento mais adequado em cada caso.

   

Videolaringoestroboscopia

Exame que analisa detalhadamente a estrutura anatômica da laringe com ênfase na vibração das pregas vocais.

Em condições normais, as pregas vocais vibram cerca de 250 vezes por segundo, o que, naturalmente, não pode ser visualizado pelo olho humano. A avaliação dessa onda vibratória é feita clinicamente pela videolaringoestroboscopia, técnica que representa o avanço tecnológico mais importante no diagnóstico das doenças da laringe. Esse exame permite a detecção de pequenas anormalidades vibratórias que ficam invisíveis sob a luz comum. A estroboscopia também pode ajudar na identificação precoce de pontos de fixação da mucosa, o que é muito útil em casos de pacientes com lesões pré-cancerosas ou submetidos à radioterapia para tratamento de tumor laríngeo.
Esses exames podem ser realizados em adultos e crianças. Nas crianças menores, ainda incapazes de colaborar com o procedimento, podemos lançar mão da videonasofibroscopia que, além da avaliação da laringe, nos permite diagnosticar as doenças do nariz, como adenóides, rinite, sinusite, os distúrbios da deglutição e os problemas do sono, como ronco e apnéia obstrutiva.
 

Polissonografia

É um exame específico que atesta a quantidade e qualidade do sono e avalia o ronco. Durante o sono o indivíduo é monitorado por eletrodos que detectam a presença de roncos e da apnéia do sono (interrupção abrupta da respiração durante o sono).
A polissonografia é o método mais objetivo para a avaliação do sono e de suas variáveis fisiológicas. Através do registro de três parâmetros mínimos que são o eletrencefalograma, o eletro-oculograma e do eletromiograma sub-mentoniano pode-se quantificar e qualificar o sono do indivíduo. O registro de parâmetros acessórios como o fluxo aéreo nasal, a oximetria, o esforço respiratório, o eletrocardiograma, o eletromiograma tibial anterior, dentre outros, são realizados conforme o objetivo do estudo, e contribuem para o diagnóstico de doenças relacionadas ao sono.
COMO É REALIZADA A POLISSONOGRAFIA?A polissonografia é realizada em um laboratório de sono sob a supervisão de técnico ou enfermeiro treinado para este fim. O paciente deve dormir com sensores fixados no corpo que permitem o registro do sono. Os sensores (ou eletrodos) são fixados de maneira a permitir ao paciente movimentar-se durante o exame, não atrapalhando assim o sono.
ONDE É REALIZADA A POLISSONOGRAFIA?A polissonografia deve ser realizada em um laboratório de sono. O ambiente deve ser adequado para uma pessoa dormir. Sendo assim, o quarto deve ser limpo, escuro, silencioso e mantido em uma temperatura agradável. A cama, o colchão e o travesseiro devem ser confortáveis. O técnico/enfermeiro deve estar sempre presente, devendo o mesmo recepcionar o paciente, colar os eletrodos à noite e retirá-los pela manhã, acompanhar o registro durante toda a realização do exame e intervir sempre que necessário. Em resumo, a estrutura física e humana do laboratório são fundamentais para oferecer ao paciente o conforto e a segurança necessários para que o mesmo possa dormir em um ambiente estranho, permitindo-se assim a obtenção de um registro polissonográfico de qualidade.
QUAIS SÃO AS INDICAÇÕES DA POLISSONOGRAFIA?A polissonografia é útil na investigação, no tratamento e no seguimento de pacientes com distúrbios do sono. As principais indicações de polissonografia são: 1-Sonolência Diurna Excessiva (Narcolepsia, Hipersonias Idiopática ou Recorrente, etc); 2-Distúrbios respiratórios durante o sono (Roncos, Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, Síndrome de Aumento de Resistência das Vias Aéres Superiores, etc); 3-Instalação de CPAP; 4-Controle pós-tratamento (cirurgia, sonoplastia, aparelhos bucais, etc) de Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono; 5-Distúrbios do ritmo cardíaco que ocorrem durante o sono; 6-Distúrbios de comportamento que ocorrem durante o sono (Sonambulismo, Distúrbio de Comportamento do Sono REM, Epilepsias, etc); 7-Síndrome de Pernas Inquietas e Movimentos Periódicos dos Membros; 8-Insônia. Em alguns casos a indicação é absoluta, e em outros é relativa.
   

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