Esse exame é de alta complexidade. Ele é utilizado para avaliar a fisiologia interna do nariz. Este exame permite uma análise detalhada da estrutura anatômica do nariz e permite detectar ou confirmar problemas ou doenças nesta região.
Como é feito:Requisitos para fazer o exame:
O examinador introduz o nasofibrolaringoscópio flexível de 3,2 mm de diâmetro acoplado à câmara de vídeo pela fossa nasal. Filmam-se o interior das fossas nasais, a rinofaringe, o tecido adenoidiano, os orifícios faríngeos das tubas auditivas, os movimentos do palato mole durante a fonação, respiração, sopro e deglutição, os movimentos das pregas vocais e estruturas adjacentes enquanto o examinado emite o som da letra “É” e “I” e também fala encadeada.
Em geral realizado com anestesia tópica, este exame permite uma detalhada avaliação da estrutura anatômica da hipofaringe (parte inferior da garganta), laringe e em particular as pregas vocais.
A Videolaringoscopia é um exame muito importante para a investigação da região da hipofaringe, da laringe e das cordas vocais. É realizado por meio de uma fibra rígida de laringe acoplada a uma fonte de luz e uma micro-câmera e ligada a um aparelho de monitorização da imagem (monitor ou TV).
Trata-se de um procedimento de difícil realização dentro da faixa etária pediátrica; mas pode ser realizado em crianças colaborativas. Para minimizar o reflexo nauseante durante o exame, pode-se utilizar, antes do início, uma borrifada de spray de Xylocaína na região da orofaringe (garganta). Ainda assim, algumas pessoas apresentam intenso reflexo, tornando difícil e, algumas vezes, impossível a realização do exame.
como a doença do refluxo gastro-esofágico, são muitas vezes detectados através da videolaringoscopia. A rigor, esse exame pode ser solicitado sempre que houver dúvidas no diagnóstico e, também, quando houver problemas na região abaixo da orofaringe, onde o otorrinolaringologista não consegue visualizar, mesmo com uma boa oroscopia. São importantes para auxiliar no diagnóstico da rinite alérgica e descobrir quais são as substâncias (alérgenos) que provocam a alergia. Sabendo-se quais são os desencadeadores do processo alérgico facilita muito o controle ambiental, fundamental para o tratamento adequado da rinite.
Os indivíduos alérgicos desenvolvem reações imunológicas voltadas contra determinadas substâncias. Qualquer substância que tem a capacidade de desencadear tal tipo de reação alérgica é chamada de alérgeno. Com o objetivo de determinar qual substância em especial está causando seus sintomas alérgicos, seu alergologista/imunologista poderá realizar exames seguros e eficazes, na pele ou em amostras de sangue, empregando pequeninas quantidades de extratos dos alérgenos mais comuns. Os testes alérgicos são desenvolvidos para fornecer informações o mais específicas possível, de forma que seu médico assistente poderá saber a qual substância você é alérgico, empregando o tratamento mais adequado em cada caso.
Em condições normais, as pregas vocais vibram cerca de 250 vezes por segundo, o que, naturalmente, não pode ser visualizado pelo olho humano. A avaliação dessa onda vibratória é feita clinicamente pela videolaringoestroboscopia, técnica que representa o avanço tecnológico mais importante no diagnóstico das doenças da laringe. Esse exame permite a detecção de pequenas anormalidades vibratórias que ficam invisíveis sob a luz comum. A estroboscopia também pode ajudar na identificação precoce de pontos de fixação da mucosa, o que é muito útil em casos de pacientes com lesões pré-cancerosas ou submetidos à radioterapia para tratamento de tumor laríngeo.
Esses exames podem ser realizados em adultos e crianças. Nas crianças menores, ainda incapazes de colaborar com o procedimento, podemos lançar mão da videonasofibroscopia que, além da avaliação da laringe, nos permite diagnosticar as doenças do nariz, como adenóides, rinite, sinusite, os distúrbios da deglutição e os problemas do sono, como ronco e apnéia obstrutiva.
É um exame específico que atesta a quantidade e qualidade do sono e avalia o ronco. Durante o sono o indivíduo é monitorado por eletrodos que detectam a presença de roncos e da apnéia do sono (interrupção abrupta da respiração durante o sono).
A polissonografia é o método mais objetivo para a avaliação do sono e de suas variáveis fisiológicas. Através do registro de três parâmetros mínimos que são o eletrencefalograma, o eletro-oculograma e do eletromiograma sub-mentoniano pode-se quantificar e qualificar o sono do indivíduo. O registro de parâmetros acessórios como o fluxo aéreo nasal, a oximetria, o esforço respiratório, o eletrocardiograma, o eletromiograma tibial anterior, dentre outros, são realizados conforme o objetivo do estudo, e contribuem para o diagnóstico de doenças relacionadas ao sono.
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